Não existe educação sem cultura

No palco, Madame Satã, um ícone da cultura marginal

Projeto: Teatro Cesgranrio
Fonte: Jornal O Globo
Data: 23-03-2017


A imagem abaixo é a reprodução da matéria original

 


Satã, Um Show para Madame - O Musical - Teatro Cesgranrio


Monólogo em cartaz até 9 de abril no Teatro Cesgranrio, no Rio Comprido, conta a história de vida do famoso personagem da Lapa

 

RIO - Um espetáculo cujo tema, mais do que exaltar um personagem do submundo carioca, busca mostrar a verdade por trás de um “malandro da Lapa”. João Francisco dos Santos, o Madame Satã (1900-1976), foi um homem negro, pobre, nordestino e homossexual, um amálgama de adjetivos que, se ainda hoje são fonte de discriminação, no fim de século XIX e no início do XX, representavam verdadeiro exílio social. A despeito disso, o interesse pelas histórias do protagonista de “Satã, um show para Madame”, em cartaz aos sábados e domingos no Teatro Cesgranrio, no Rio Comprido, até 9 de abril, ultrapassaram os limites da Lapa e as gerações desde então.

Com texto de João Batista, direção de Edio Nunes, e atuação de Leandro Melo, o monólogo musical é um trabalho construído a várias mãos. A ideia inicial, segundo o ator, era promover uma celebração da cultura nacional que emergiu principalmente da boemia carioca e da arte marginal. No entanto, a onipresença de Madame Satã nas histórias deu novo rumo à montagem:

— Ele sempre surgia em meio às pesquisas sobre o Rio antigo, a boemia da Lapa, a formação da cultura marginal e até sobre a origem das canções que íamos utilizar. Satã foi amigo de vários artistas de sua época. Então decidimos que o foco seria a vida do personagem — explica Melo.

 

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